Elmore Leonard, O Índio Fodão E O ‘working Class-Herói’

Com tudo, a adaptação para a tela de 2009 ficou com o título em inglês. Lá, “Melro” Degas, o meio indiano ojibwa nascido em Montreal, é interpretado por Mickey Rourke. Dá o pego. Embora Rourke tem um inegável acrescentado cirurgião desequilibrado um tanto esquisito ao bandido personagem. Um bandido “posto em desonra”, lembremo-nos, por Wayne Colson (Thomas Jane).

Era inevitável, em todo o caso, uma adaptação pro cinema. Não pelo motivo de Elmore Leonard seja direto como um roteirista, entretanto pelo motivo de vem sendo adaptadísimo. Seu nome (como romancista do original, ou como roteirista) relaciona-se desde os primórdios, com videos clássicos dos 50-sessenta como Richard Quine, Delmer Daves, John Sturges ou John Frankenheimer.

daí até os divos dos anos 90: Soderbergh e Tarantino. De lá até a tv a cabo do novo milênio (‘Justified’, no FX). Mas passemos ao romance. Caminhos que se cruzam pela página 69. O relato utiliza e intercalou 2 pontos de visão de 2 casais: os da instituição e o casamento. O narrador se infiltra pela mente dos protagonistas. Inadvertidamente, utiliza pedaços de monólogos interiores pra criar uma rápida especificação ou pra alterarnos um tanto.

  • Polvorones de amendoim
  • Interpretado por Michael Grant Terry
  • 1 Últimas aparições
  • Mensagens: 16.175
  • 4 de março: The jacket de John Unidos
  • Quer ter uma pessoa a quem mostrar a sua mãe
  • cinco Fertilização in vitro
  • 3 Amigos adultos

Não há tempo para nada. Diálogos bem temperados. Verdade que ninguém nos explica por que desencadeiam diversas ocorrências chaves. Wayne Colson está pela moradia de um desconhecido no momento em que entram os extorsionadores. Simples em vista disso. Tão fácil como endossar a Cary Grant, o nome de Kaplan, o início de ‘a morte nos saltos’. Colson, dessa maneira, que os ataca. A começar por sendo assim os tipos duros querem matar toda a costa. Esta vingança não tem nada de passional, ou legítimo orgulho. Há algo de arbitrário, caixa pedra em tudo, mesmo admitindo que se trate de loucos.

Por sua cota, a polícia é muito ineficaz. A noite inteira os maus. Campan. Elmore lhes apresenta o poder total. Por sorte Colson é um veterano por esse (RAE: “Operador encarregado de dobrar e botar convenientemente a haste ou o círculo de ferro para formar o esqueleto de uma obra de concreto armado”).

Também caçador de patos e os veados dos espaços naturais de Michigan, entre os lagos Huron e Saint Claire, fronteira com o Canadá (aí se desenvolve ‘Killshot’). FBI, programa de proteção de testemunhas, a sogra que fala além da conta, que a ameaça. Algumas tensões. Por outro lado: a queda entre os ex-presidiários procurados na lei, Donna da mulher, ex-funcionária de prisões que os acompanha e lhes toquetea, os veículos, a existência itinerante.

Elmore Leonard “último vasto romance americano” (por continuar utilizando texto editora Aliança) funciona em novas cenas de ação e alguns choques. Domina o ritmo, eu acredito. O resumo de teu decálogo (tem um, circula na Rede) é não ser pelmazo.

Mas tudo fica neste local errôneo. Guiñol. Redigir a mesma sinopse esse romance além da página sessenta e nove serviço é incerta. Funcionam os dados: a gravata de peixinhos do índio mestiço e o brinco radiante do louco Nix, e os diálogos de Elvis com Donna. Mas o correto é que não se sabe pra onde nos leva esta.

Depois estão as inevitáveis reflexões dos duros sobre a ferocidade: “olha como olham pros homens duros”. Nunca está claro quem é, enfim, duro ou não. Mas, mesmo se você modificar de avaliação, há que resolver: “Um cara duro; os reconheço o quanto eu os vejo”. O índio danoso calibra ao neste tipo enérgico.