Da Idade Média Ao Século XVIII
A Idade Média teve duas características bem instituídas: a religiosidade cristã e as disputas pelo controle de territórios entre os senhores feudais. A religiosidade cristã tinha a sua ansiedade centrada no outro mundo, aquele que seria o definitivo, de forma que todo o cuidado e inquietação com o corpo implicava uma ausência de religiosidade. Pra que ocupar-se do organismo, se o mais respeitável é a alma e a existência eterna? A nível do campesinato é provável que nunca se mudassem a túnica, e menos ainda aos cuidados de higiene pessoal.
Pela Idade Média, qualquer arranjo pessoal feminino foi mal visto, a não ser que fosse o cabelo e as damas medievais levavam o cabelo espécie (lembrem-se esse dado, pois que voltará a apresentar-se no momento em que vamos enxergar pro século XIX). Há longo tempo atrás, uma professora de literatura do certo nos contou que as mulheres usavam o cabelo muito grande e que ainda usavam cabelos de mulheres mortas pra fazer tranças postiças.
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Para o Renascimento ocorre uma mudança no modo de inventar o homem. O humanismo, o descobrimento da América, as reformas religiosas, puseram de manifesto que o centro do pensamento da data não estava marcado pelo religioso, porém pelo conhecimento do próprio homem.
Dessa maneira, os cuidados estéticos voltaram a ter uma amplo gravidade, principalmente na hora de acobertar as marcas que as grandes epidemias (peste bubônica, a varíola) deixavam o rosto e o corpo. A Idade Moderna é a idade dos reis absolutistas e a existência cortesã.
Agora não havia batalhas entre senhores vizinhos, como na Idade Média, nem os reis deviam percorrer seus territórios, a encerramento de mantê-los perante o seu poder, como deveria fazer, Carlos magno e até já os Reis Católicos. Os monarcas absolutos tinham um território a respeito do que governavam quase sem batalhas, um recinto de casa fixa, que era a capital do reino e ao redor deles nasceu da vida cortesã.
Com a vida cortesã ocorre um retorno de maquiagem. Viver perto do rei (ou da rainha Isabel I de Inglaterra) era viver em um mundo onde tinha que notabilizar-se e deixar de ver de perto a formosura e a riqueza. Será a época, pois, a roupa bordada em ouro, a seda, as rendas e os espartilhos. Continuava com as práticas higiênicas da Idade Média, ou a inexistência delas, no entanto a existência nobre cortesã, que será característica da Idade Moderna, fará com que seja necessário ocultar os maus odores.
Desse jeito tomará uma ótimo seriedade da fabricação de perfumes. A França dos Luises, aquela que centrou a tua existência cortesã em Versailles levava a dianteira pela hora de cosméticos em tal perfume e maquiagem. Homens e mulheres se empolvaban o rosto e as bochechas com pó, usavam bolinhas apliques e perucas de proporções descomunais que era imprescindível mandar para despiolhamento de vez em quando. Olhar e ser visto na corte era o relevante. Revelar tudo o que eu amaria de ver a disponibilidade de riquezas e o adoro por gastá-lo.
